Com 8,3 bilhões de pares de pernas caminhando sobre a superfície terrestre, a extinção da espécie humana parece algo longínquo, improvável. O que não nos impede de afirmar que algumas características inerentes a esses bípedes tão peculiares estão desaparecendo.
Em teoria, se começamos com gestos e grunhidos, há milhares de anos, hoje supostamente já estaríamos nos comunicando por telepatia. O que se vê, contudo, é a profusão de ícones que representam a pressa, o desinteresse, quem sabe até a incapacidade que estamos vagarosamente nos impondo de conseguir nos expressar.
O Ateliê Literário vai na contramão desse movimento. Aqui a leitura é feita na medida do tempo que precisa para ser compreendida; a dedicação é do tamanho da expectativa de quem escreve; e o maior desejo é trazer à tona o melhor do humano que está por trás da costura das letras.
Atuante, em grande parte, por meio desta que vos escreve, o Ateliê tem orgulho em dizer que já trabalhou em alguns dos projetos editoriais mais interessantes do mercado. E quer mais: quer participar da feitura de pequenas grandes obras, trabalhar com maravilhas escondidas, lapidar excessos e iluminar rotas promissoras.
Assim, se a sua busca é por sensibilidade, experiência, conexão, acompanhamento, precisão e aquele quase domínio do idioma — seria muita desfaçatez se julgar proprietária de todas as palavras e regras da língua, esta componente arredia da humanidade que insiste em não parar de mudar — escreva para mim.
Seja muito bem-vinda(o) ao olhar humano.
Luciana